Documento interno Avalanche · não enviar ao Iaggo nem ao cliente
Avalanche
Para: Denderson
De: Davi · 24.08.2026
Briefing · Consolidadora SkyTeam · Porto Alegre

SkyTeam: o que o Iaggo quer, e o que falta você decidir

O caso em 6 linhas
  1. Iaggo trabalha na Uniqe, marca premium da consolidadora SkyTeam, em Porto Alegre. É o nosso contato de dentro.
  2. O dono se chama Peter. Tem várias empresas e muito dinheiro. A SkyTeam é a porta de entrada, o conglomerado é o jogo real.
  3. O Iaggo não tem dinheiro para a mentoria. Nas palavras dele: "não tenho nem os mil reais para dar para vocês".
  4. Por isso ele propõe parceria: ele na frente vendendo, a Avalanche atrás entregando, e ele fica com uma parte do setup e da mensalidade.
  5. Ele já escreveu uma proposta para a SkyTeam com a marca dele, "Studio": R$ 50.000 mais R$ 3.000 por mês, com garantia de devolução integral.
  6. O que ele pede agora, antes de tudo, é um pré-pitch para conseguir a reunião com o Peter, que é difícil de agendar.
A empresa alvo
Razão comercialUniqe by SkyTeam
NegócioConsolidadora de turismo (B2B)
O que fazEmite passagem, hotel e serviço para agências
SedePorto Alegre, RS
Alcance26 cidades no Brasil
CNPJ03.007.698/0001-65
PosicionamentoPremium, key account, concierge
Por que o encaixe é bom Consolidadora é operação repetitiva de alto volume: cotação, emissão, remarcação, plantão. É exatamente onde agente de IA rende mais. O próprio Iaggo já enxergou isso e resumiu assim: "cada operador vai valer por 10, vai ter o seu robozinho, e alguns funcionários vão poder até não ter mais".
O decisor: Peter
Antitecnológico. Esse é o dado mais importante da página.
Alemão, quase 2 metros, mais velho. Brincalhão e divertido, mas turrão.
Não sabe o valor das coisas, principalmente de marketing. Palavras do Iaggo.
Acabou de colocar um gestor de marketing bom dentro da SkyTeam para organizar.
Já tem um mentor acompanhando ele para melhorar a empresa toda.
É difícil marcar reunião com ele. O Iaggo tem dificuldade, e é o gargalo número um.
O que isso muda no pitch Para o Peter não se vende inteligência artificial, se vende dinheiro e gente: quanto sai da folha, quantos operadores a mais ele passa a ter sem contratar. Palavra técnica derruba a conversa. E os dois recém-chegados, o gestor de marketing e o mentor, ou são os nossos aliados internos ou são o nosso obstáculo. Precisa saber qual antes da reunião.
O Iaggo: quem é, o que quer, e o que ele já colocou no papel
Conheceu a gente ontem. Ia fazer os pitches sozinho, não existia parceria até agora.
Está quebrado, e assume isso abertamente. "Preciso resolver o meu próximo mês", "estou roendo as pernas de grana".
Reconhece o valor do que viu: "só assistir a aula já valeu os mil reais".
A SkyTeam é o maior contato dele, mas não o único. Cita outro conhecido que transita com multimilionários, "a galera tem tipo avião".
Quer a Avalanche no operacional: "eu quero alguém que nem vocês para estar por trás, fazendo o operacional".
O que ele já mandou por escrito
Ref. AS-SKY-001 · 04.08.2026
Proposta pronta da marca "Studio", dele, para a SkyTeam. Ou seja: ele já colocou preço no papel antes de falar com a gente.
Implementação
R$ 50.000
Pagamento único, 5 etapas de escopo
Manutenção
R$ 3.000
Por mês, a partir do mês 6
Prazo escrito: mês 0 início, mês 2 implantação concluída, mês 6 equipe operando sozinha, mês 8 ponto de decisão.
Atenção, é o ponto mais perigoso do documento A cláusula 3 dele promete: se em 8 meses a SkyTeam estiver insatisfeita, devolvemos os R$ 50.000 integralmente e recolhemos o setup, sem letra miúda. Ele assinou uma garantia de risco total. Se a entrega for nossa, quem paga essa garantia somos nós. Isso precisa da sua decisão antes de qualquer reunião.
"Tudo é negociável. Se ele cobra 60 mil e precisa de 20 mil para a mentoria, a gente vende a 80 mil. A gente negocia e faz acontecer." Iaggo, sobre como pagar a própria mentoria
Traduzindo a jogada dele: embutir o custo da mentoria dele dentro do preço cobrado do cliente. Ele entra na mentoria sem tirar do bolso, e o Peter paga a conta sem saber. É engenhoso e é uma decisão sua, não dele.
O que ele pede, na ordem em que ele mesmo pediu
01
Um pré-pitch para o Peter aceitar a reunião
É o pedido mais forte e ele repetiu duas vezes: "não é o pitch, é gerar o interesse ali, já explicando o que quer, para ele já vir direto". Sem isso ele não consegue agendar.
02
Material de credibilidade da Avalanche
Para ele ter segurança na abordagem. Perguntou especificamente: quantos clientes vocês têm no Rio Grande do Sul e como é a atuação de vocês aqui.
03
Participação no dinheiro, incluindo recorrência
Uma parte do setup e uma "beiradinha" da mensalidade. A recorrência é o que ele quer de verdade, para se estruturar e viver disso.
04
Definir o escopo antes da reunião
Pergunta dele: mapear todas as empresas do Peter e fazer uma oferta para o conglomerado, ou uma oferta por empresa?
As decisões que só você pode dar, Denderson
01
Entramos nessa?
Se sim, o Iaggo marca a reunião e você e o Davi participam. Se for sim com condição, qual condição.
02
Qual o papel do Iaggo, e quanto ele leva
Ele é novo, está sem dinheiro e a entrega seria nossa. O modelo define tudo o que vem depois.
A
Indicador. Comissão única no fechamento, sem recorrência. Mais simples, e ele provavelmente não aceita, porque recorrência é o que ele quer.
B
Parceiro comercial. Percentual do setup mais percentual da mensalidade enquanto o contrato durar. É o que ele pediu, e mantém ele caçando os outros contatos dele.parece o encaixe
C
Representante com marca própria. Ele vende como "Studio" e a Avalanche entrega por trás, invisível. Escala mais, mas a marca e a promessa deixam de ser nossas.
03
A jogada de embutir a mentoria dele no preço do cliente
Ele propôs vender a 80 para cobrir os 60 seus mais os 20 da mentoria dele. Aceita, recusa, ou aceita com outro formato (por exemplo: mentoria descontada do que ele receber de comissão, em vez de inflar o preço do Peter).
04
O preço
Ele já colocou R$ 50.000 mais R$ 3.000 por mês no papel. Você valida esse número, sobe ou desce? Lembrando que o Peter tem várias empresas e dinheiro, e que a proposta atual foi escrita sem a gente.
05
Escopo: uma empresa ou o conglomerado
A pergunta que o Iaggo levantou e quer resolvida antes da reunião.
A
Uma empresa primeiro, a SkyTeam. Fecha rápido, prova em operação real e usa o resultado para abrir as outras. Menos risco de assustar um decisor turrão e antitecnológico.recomendo
B
Mapear tudo e ofertar o conglomerado. Ticket muito maior, mas ciclo de venda longo e um "não" derruba o pacote inteiro.
06
A garantia de devolução integral em 8 meses
Está escrita no documento dele. Mantém, ajusta ou tira? Se mantiver, precisa estar claro no contrato quem devolve o dinheiro e o que significa "recolher o setup" numa entrega que fica hospedada no cliente.
07
O que soltamos para ele antes da reunião
Ele precisa de munição para agendar. Escrevemos o pré-pitch do Peter? Mandamos material de credibilidade? O que pode ser dito sobre a nossa atuação no Rio Grande do Sul? É o único item que trava o resto: sem reunião marcada, nada acontece.
Os três riscos, para entrar de olho aberto
Risco 01
A pressa dele
Ele precisa resolver o mês. Quem está apertado acelera, e pressa queima decisor turrão. O ritmo da abordagem ao Peter tem que ser nosso, não dele.
Risco 02
A marca e a promessa
Ele já circulou preço e garantia com a marca "Studio". Antes da reunião precisa estar decidido de quem é a marca, de quem é o contrato e de quem é a promessa.
Risco 03
Os dois novos ao redor do Peter
O gestor de marketing é aliado natural, ele quer mostrar serviço. O mentor pode nos ver como concorrente. Descobrir isso antes vale mais que qualquer slide.